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18/04/2005 15:26

Segunda-feira chegou, estou igual ao Garfield, com saco cheio, uma sensação de que não fiz nada de útil ou gostoso no fim-de-semana e que agora vou olhar aquela lista enorme de tarefas procrastinadas (quero ver quem entendeu essa!) para sempre.. consertar a palhinha da cadeira de balanço, levar os livros velhos no sebo, tudo igual estava sexta-feira passada, arrumar aquele armário cheio de disco de vinil...
As tarefas parece que se retroalimentam, assim que a gente risca uma da lista como feita, cresce outra logo embaixo. Desconfio que existe um mundo bizarro das tarefas, que assim que a gente dá conta de uma o sistema avisa e nasce outra pra repor, igual rabo de lagartixa cortado. Será que se a gente fingir de morto não dá certo?
Bom, estou tentando.
Pior que nem posso dizer que é falta de tempo. Mas é um pouco por falta de ânimo, chego acabada da academia, tomo banho, faço comida, almoço, resolvo as coisas imediatas (gatos que miam, telefonemas, recados, checo no computador se tem trabalho), depois baixa uma preguiça dos infernos e parece que o dia acabou. Daqui não saio, daqui ninguém me tira.
Sabe quando a gente não quer nem pensar?
Nem vontade de MSN tenho hoje, entrei off-line e espiei quem estava, mas estou sem vontade. Dia bunda. Nem a Rádio Miole Mole está tocando.

E por que não fiz nada emocionante no domingo? perguntarão. Falta de planejamento. Até que no sábado Nega Maluca e eu fomos passear no shopping (ela resolvendo problemas da lista dela), eu pra variar fiquei namorando os tênis nas vitrines mas não comprei.

Mas no domingo é dia de casal, e Ulisses só topa atividades que incluam água e esportes aquáticos, como fazer wake na represa ou viajar para a praia, e ontem não tinha ninguém pra ir junto, todo mundo tinha programa, não fomos. O negócio foi ficar na TV, embora tenha sido uma programação alternativa, assistimos a uma maratona no Discovery Channel sobre Cartago, Roma, os etruscos, muitíssimo legal. À noite vimos um documentário sobre o Krakatoa! Estou consideravelmente mais erudita... mas me perguntem logo porque logo vou esquecer tudo!

Uma hora deu “siricutico” em mim e resolvi largar o mister abandonado pra passar na Cobasi e comprar ração pras minhas gatas, mas com a maratona (corrida) que estava tendo aqui em Sampa as ruas depois da Praça Panamericana estavam interditadas.
Enfim, passei num super, comprei brejinhas e comidas e voltei pra casa. Não foi ruim, já que namorei, tomei cerveja – só uns 3 litros - e cozinhei um pouco. Vi que tem gente em situação bem pior, um povo comendo a comida da rotisserie do supermercado (!) nas mesinhas de plástico, que triste.

Ulisses, o Sem Amigos, observou que o telefone não tocou, ninguém ligou para ele. Constatação deprimente de paulistano. Se morasse no interior ia pro meio da praça e ficava jogando dominó se fosse velho, ou sendo moço que ele é, ligava o som do carro tunado perto da sorveteria e ficava com os caras olhando as minas.

Outra coisa que me chateou foi saber pelas manas que precisamos decidir se minha mãe vai ou não ser operada. Será uma decisão do gênero se correr o bicho pega...

Monday monday
Aí, o que o bebé quer? Mamar na vaca? Segundona chega com um sol lindo, está tão quente neste outono, bem mais que no verão, mas meu mofo não saiu, entende.

Ei, hoje estou escrevendo um texto normal, tipo diário, pra contrabalançar a minha doideira do post anterior das idéias. É que a Diana fez uma observação assim: “Que texto doido é aquele?” Não sei, eu gostei tanto de pensar nas idéias pequenas me perseguindo. Agora mesmo está cheio delas por aqui. Tentativas experimentalistas, não é bom? Mas quando fui reler fiquei pensando que hoje em dia aquilo dos palhaços não seria mais revolucionário, parece um programa que passa no Multishow, no qual, por exemplo, o repórter larga o entrevistado falando e sai correndo. Ou entram de repente uns caras fantasiados de touro numa loja de louças.
Tudo já foi feito e dito.
Acho que eu estou com encosto, sai, zinfio! Manda a arruda! Não quero fazer nada...

enviada por Penélope






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